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Benvindo ao futuro... Hoje!
O projecto MULTIMAX, para o
Cinema Batalha (e Sala Bébé) no Porto, é o resultado de um aprofundado e especializado
estudo que visa reabilitar e reabrir um espaço único na cidade do
Porto para uma nova era de glória (muito diferente da época em que
foi inaugurado - finais dos anos 40) e inseridamente numa nova realidade concorrêncial audiovisual que não pode ser negligênciada.
Um passado...
recente.
Desde meados dos anos 80, a cidade do Porto perdeu a quase totalidade das suas Salas de Cinema, a lembrar, Cinema Foco, Casa das
Artes (ocupada pela Casa da Música), Cinema Charlot (C. C. Brasília), Pedro Cem,
Cinemas Lumière, Cinema Trindade, Cine-Teatro Rivoli, Cinema Olímpia, Coliseu do Porto, Cine Águia Douro, Cinema Batalha e Sala Bébé (o
caso em causa), Cine S. João, Cinemas Stop (C. C. Stop), Odeon (Campanhã). Restou (de forma "marginal" e descentralizado) o Cinema Nun'Álvares, o Estúdio Passos Manuel (entretanto reaberto após encerramento com o Coliseu do Porto) e o Cinema do Terço (propositadamente não referimos
nesta "lista", o
Cine-Teatro Sá da Bandeira, o Estúdio 111 e o Cine-Teatro Júlio Diniz dedicados quase exclusivamente ao cinema
pornográfico, e, que são de um outro grupo de exploradores). Em suma, a actividade cinematográfica no Porto quase se extinguiu, por falta de renovação na área técnica audiovisual
que mantivesse uma exibição de qualidade e espectacularidade, e respectivas condições de conforto dos espectadores, assim como por causa de uma gestão "à
distância" da Lusomundo, isto é, a partir de Lisboa. A
gestão da Lusomundo, nunca levou em consideração a realidade do Porto e por isso foi subalternizada em relação a Lisboa, em que, as estreias tinham forçosamente que brilhar, ao contrário da exibição do resto do país, o Porto incluído. Por isso, o mercado de exibição do Porto caiu de velho e de desleixo dos seus responsáveis. O caso do
Cinema Batalha, apesar dos proprietários e "gestores" serem do Porto, foram arrastados pela
doença introduzida pela gestão lisboeta da Lusomundo
(entretanto em parceria [joint-venture] com a Warner,
para explorar os multiplexes em Portugal e posteriormente também em
Espanha). Aos "gestores" do Cinema Batalha, há ainda a
somar a sua incompetência e inabilidade para reagir a tempo e horas. Aliás, importa referir que os proprietários (herdeiros
Neves & Pascaud) não teem a mínima sensibilidade para a área cinematográfica, tendo por
isso vendido todas as suas Salas, também a saber, o Cinema Carlos Alberto foi vendido ao Ministério da Cultura e transformado em Auditório Nacional Carlos
Alberto; o Cinema Trindade, deu lugar ao Bingo do Salgueiros (e a duas Salas-Estúdios entretanto
encerradas após poucos anos de funcionamento); o Cinema Olímpia foi vendido à Sopete (Casino da Póvoa de Varzim);
e, restou o... Cinema Batalha, o último imóvel que o proprietário
ainda não conseguiu trocar por dinheiro... porque não arranjou
comprador - até agora.
A Câmara do
Porto.
A Câmara Municipal do Porto, perante o encerramento silêncioso e discreto do
Cinema Batalha no Verão de 2000, reage pouco depois, decidindo que a Sala deve continuar a estar ligada à actividade cinematográfica, e decide alugar a
Sala (para a preservar de interesses menos "recomendados"), por um período de
30 meses (até meados de 2003). Obviamente que a Sala acusava anos de falta de beneficiações e por isso era impossível reabrí-la de novo sem os melhoramentos mínimos recomendáveis. Entretanto, passados 2
anos do seu encerramento e com um novo executivo camarário, a situação do Batalha não anda, pelo contrário, "desanda". Isto é, a falta de
uma visão estratégica, quanto à sua ocupação e destino,
fará com que no final de Junho de 2003 o Cinema Batalha volte às mãos dos anteriores
proprietários. Entretanto, mesmo que haja qualquer destino de ocupação,
este resultará num "reencerramento", pois não há tempo útil para
afirmar qualquer ocupação condigna. Esta é a nova situação, agora de "cara lavada" e
depois de gastos do herário público alguns
largos milhares de euros e 30 meses de expectativas para... nada!!!
Aliás a situação actual é tão ou mais caricata que a situação
antes do encerramento, pois, fizeram-se (supostos) melhoramentos, sem
ter em vista o fim a que se destina a Sala, já que não será a Câmara
Municipal do Porto a gerir o espaço, nem esta tem qualquer plano
quanto à sua ocupação e respectiva incidência das beneficiações!
É, como diz o povo, "fazer algo, para parecer que está ocupado"
(!),
sabendo-se que quem assumir a ocupação, provavelmente vai rejeitar
esses "melhoramentos", por não obedecerem a nenhum critério
específico quanto à reabilitação do espaço, como da sua ocupação
em concreto. Disto tudo, resulta, mais perda de tempo e de dinheiro, sem
proveito para ninguém... e, entretanto, o Cinema Batalha, continua
encerrado!
A mediaplex.
É neste processo, de perfeita nulidade e enquadramento cultural que, a mediaplex - Especialistas
Audiovisuais, concebe e apresenta à Câmara Municipal do Porto em
Março de 2002 o ambicioso e oportuno projecto audiovisual designado de
«MULTIMAX - Cinema Gigante e Multiformato do
Porto» permitindo a reabertura do
Cinema Batalha para uma nova era de glória e explendor cinematográfico com base num
projecto sólido e original, de resultados garantidos e sem similaridade em nenhum outro projecto a operar em
Portugal (e no estrangeiro).
Um projecto que beneficia e honra a Cidade do Porto,
projectando-a neste século XXI, como uma moderna Sala que permite
exibir qualquer tipo de filme, seja convencional, especial ou digital, quer seja
um filme mudo ou um filme de grande formato tipo IMAX®. Ou
seja, uma Sala multiformato, com funções tipo cinemateca
e espectacular, podendo agradar facilmente a "Gregos e Troianos",
com funções didácticas e de puro entretenimento. Isto é, uma
solução audiovisual polivalente, criada tecnicamente de raiz e gerida por profissionais.
Sem dúvida, uma solução integral, que muita
falta faz ao Porto e à zona norte do país em termos audiovisuais (porque não há outra
solução assim concentrada num único espaço e no país!).
Como curiosidade,
acrescentamos que, já em 1993 fizemos um estudo de
reabilitação da Sala, adivinhando o futuro apagado do Cinema
Batalha, se nada fosse feito em contrário para travar a
decadência, reabilitando-o para uma nova postura concorrêncial em
função das novas Salas que começaram a surgir na altura. Esta
abordagem, fôra semelhante às abordagens realizadas no estrangeiro
também com Salas Clássicas e com tão bom resultado, que essas Salas,
são hoje as principais Salas de Cinema e aonde estreiam todos os
principais títulos cinematográficos. Incluído neste processo, foi
realizada uma visita detalhada ao espaço para levantamento das suas
características. Os resultados da nossa solução, foram apresentados
à gerência - a mesma actual - que, como se sabe, nada fez... com os
efeitos que são conhecidos. Por tudo isto, a mediaplex, está,
sem dúvida, numa posição previlígiada em relação a todo o "assunto
Batalha" e quanto às melhores soluções de viabilização do
mesmo em qualquer área. Conclusão: Melhor é impossível!
A solução para
a crise.
A mediaplex - Especialistas
Audiovisuais, entende que a questão do Cinema Batalha, só
pode ser abordada de forma séria e construtiva, se a Câmara Municipal do Porto
(Vereação da Cultura, Presidente de Câmara e demais) entenderem de uma vez por todas, que:
-
O
Cinema Batalha, pela sua história e implantação no Porto,
só faz sentido continuar a existir se puder estar ao serviço da
cidade, isto é, na posse da Câmara. Quer isto dizer que, o Cinema
Batalha deve ser adquirido pela Câmara Municipal do Porto.
Lembramos que em igual período em que ocorreu o caso do Cinema
Batalha, o Cinema S. Jorge em Lisboa, também encerrou.
Após alguma polémica com uma imobiliária, a Câmara Municipal
de Lisboa exerceu o seu direito de aquisição e assim o fez,
salvando-o e devolvendo-o à cidade. Hoje, está a funcionar em
pleno (bem ou mal) com as suas 3 Salas. Isto é, perante um problema
semelhante, veja-se a diferença de abordagem das duas Câmaras, ou
seja, enquanto a Câmara Municipal de Lisboa resolveu o
problema, a Câmara Mun. do Porto adiou-o, alugando a Sala
por um período limitado (não fazendo questão de o renovar, por achar
que não tem "vocação"!...);
-
Admitimos
e concordamos que as Câmaras Municipais ou Empresas
Municipais,
não são especialmente vocacionadas e competentes para gerir
espaços culturais. Mas por isso, é que um projecto como o
designado MULTIMAX,
apresentado pela mediaplex, tem todo o sentido e razão de
ser. Já que defendemos que a Câmara Municipal do Porto deve
ser a nova e única proprietária do Cinema Batalha, mas
deve ser o autor e promotor do projecto de ocupação com
competências para a gestão e programação do espaço que deve
prestar esse serviço à autarquia, como especialistas
audiovisuais, com base na experiência e competência demonstradas;
-
Por
outro lado, se queremos dar um futuro condigno ao Cinema Batalha,
este não deve servir, independemente do prestígio de cada qual, para alojar
cineclubes, associações ou entidades relacionadas com alguma
actividade cinematográfica ou audiovisual sediada no Porto, zona
norte ou outra, porque este espaço não deve servir para os
"sem-abrigo", que apenas surgem candidatos a um espaço,
em que o seu único "projecto" é o da simples ocupação
sem um projecto definido e a custas da Câmara Municipal do Porto,
contribuindo para a contínua degradação do espaço, não o
dignificando nem servindo a cidade, como esta precisa, voltando o Cinema
Batalha a encerrar inevitavelmente a médio-prazo.
-
O
Cinema Batalha deve estar aberto a todos, mas apoiado num projecto
de ocupação claro e transparente como o apresentado pela mediaplex.
Sem dúvida, um projecto profissional e de alta qualidade
audiovisual ao melhor nível internacional, o melhor presente
que a Cidade do Porto podia receber neste início do século XXI!

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