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O
Cinema Batalha na comunicação social escrita e TV
Nesta página encontra
alguns "recortes" de Imprensa, sobre o Cinema Batalha
nos últimos dois anos, que ilustram as "nuances" do
processo conforme os tempos. Estes "recortes" ajudam a compreender e
a localizar o Cinema
Batalha no estado actual. Leia (e releia!)... Participe no fórum.
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Porto
de Encontro |
Nº
34 - Julho de 2001 |
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As Salas Históricas |
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Algumas salas de cinema desempenharam um papel tão importante na manutenção do culto cinéfilo que entraram, por mérito próprio, para a história da sétima arte. No Porto, o primeiro espaço exclusivamente dedicado à exibição comercial de imagens animadas apareceu em 1906, dez anos depois da primeira exibição de Paz dos Reis.
Com o pomposo nome de Salão High-Life, o novo espaço não passava de um grande barracão de madeira instalado na Feira de S. Miguel, nos terrenos da actual “Rotunda da Boavista”. Esta data marca também o nascimento da empresa Neves & Pascaud L.da, proprietária do “High-Life” e que, ainda hoje, mantém na sua posse os cinemas Batalha e Trindade.
O “High-Life”, depois de ter passado pela Cordoaria, mudou-se definitivamente para um requintado edifício da Praça da Batalha, com o nome de Novo Salão High-Life, designação que, em 1913, seria trocada por Cinema Batalha.
Nessa década, o Porto assistiu ao boom da exibição cinematográfica: foram criadas novas salas exclusivamente dedicadas ao cinema (o Cine Foz, o Cinema Éden, o Salão Trindade e os requintados Salão-Jardim Passos Manuel e Olympia - Kine Theatro, entre outros), muitos teatros apresentavam pequenos filmes nos intervalos dos seus espectáculos (os primitivos “Águia d’Ouro” e “Rivoli” – na altura Teatro Nacional –, o “Carlos Alberto” e o “Sá da Bandeira”) e até nos maiores armazéns comerciais eram criados espaços para a exibição da mais recente moda.
Com o advento do sonoro, a cidade do Porto assistiu, nas décadas seguintes, ao nascimento de uma nova geração de salas, estética e tecnicamente mais cuidadas. A primeira dessas salas, inaugurada em 1926, foi o novo Teatro Rivoli. Oito anos depois, é a vez do imponente Teatro S. João se virar para o cinema, uma mudança de estratégia que motivou a alteração do nome da sala para S. João-Cine.
Em 1947 é inaugurado o actual Cinema Batalha, descendente directo do “High-Life” e um espaço que viria a marcar profundamente a história do cinema portuense. Durante muitos anos, o “Batalha” foi o palco dos ciclos promovidos pelo Cineclube do Porto e bastião da qualidade cinematográfica na Invicta.
Nas décadas de 50 a 70 foi sendo inaugurado um conjunto de novas salas, conhecidas de quase todos, como o “Júlio Dinis”, o “Vale Formoso”, o “Terço”, o “Nun’Álvares”, o “Passos Manuel”, o “Pedro Cem”, o “Lumiére” e outras cujos edifícios não chegaram aos nossos dias. De facto, a década de 70 marca o início a uma época negra para os cinemas do Porto. Acompanhando a perda de espectadores, a maioria das salas diminuiu consideravelmente a qualidade das suas exibições, transformando-se em meros “cinemas de bairro”, em salas pornográficas ou, pura e simplesmente, em espaços vazios.
A exibição cinematográfica só ganha um novo impulso em meados dos anos 90, altura em que surge um novo conceito de cinema: os multiplex dos centros comerciais. Contudo, esta ressurreição de público não foi capaz de impedir que algumas das salas mais tradicionais da Invicta continuassem a morrer lentamente, como são os exemplos recentes do “Batalha” (felizmente já com um projecto de recuperação em curso, promovido pela autarquia portuense) e do “Trindade”. |
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Expresso |
23
de Dezembro de 2000 |
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Por
José Manuel Fernandes (Arquitectura) |
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O caso São Jorge |
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Como se de uma crónica de morte anunciada se tratasse, primeiro o Porto e agora Lisboa perderam dois dos seus magníficos cinemas, Batalha e São Jorge, ambos parceiros da geração de 1940. Resta pois aguardar os projectos que «forcem» as duas cidades a reconquistar estes edifícios.
Como o cinema Batalha, no Porto (uma nota triste a assinalar no evento da Capital da Cultura 2001), fechou há dias o São Jorge na Avenida da Liberdade, em Lisboa.
(...)
O Batalha é, ou foi, um pouco o «gémeo» do São Jorge, na geração e significado. Ambas são grandes salas de cinema, da segunda metade dos anos 40, exibindo uma respeitável arquitectura moderna, com luxuosos acabamentos (o primeiro, por Artur Andrade, de 1946, mereceu estar incluído em recente listagem luso-espanhola, na obra «Inventário DOCOMOMO Ibérico da Arquitectura do Movimento Moderno», Barcelona, 1996; do segundo, obra de 1949, por Fernando Silva, inaugurada em 1950, fiz capa em álbum que dediquei ao tema dos «Cinemas de Portugal», aquando do seu centenário).
Tanto o Batalha como o São Jorge albergavam espaços de projecção em salas com milhares de lugares, sucedendo à época do cinemas Art Deco dos anos 30 (estes ainda com pretensões a servirem também como teatros) e antecedendo imediatamente a fase dos anos 50, o tempo dos cinemas gigantes de ecrãs gigantes e cinemascópicos, como foi depois o Monumental.
Adequados na escala, inovadores no desenho e materiais, impecáveis ainda pela sua inserção urbana - os dois cinemas dignificam como arquitectura, desde há meio século, o ambiente urbano dos espaços onde se inserem - a Praça da Batalha, no diálogo com a igreja, os hotéis e o teatro São João, no caso do Porto; a larga e verdejante Avenida da Liberdade, frente ao Tivoli e perto do homónimo hotel, no caso do São Jorge (como esquecer-lhe a ampla varanda aberta sobre a avenida, em dias de Verão, no intervalo da sessão? Ou a «árvore das prendas», com acompanhamento de música de órgão, nas burguesas sessões de Natal?).
Se o Porto soube há um par de anos reconquistar o seu coliseu, depois de ampla movimentação pública (e não temos dúvida que reganhará o Batalha, se nisso se empenhar!), Lisboa tem de saber preservar o seu São Jorge. Não por qualquer saudosismo parolo (de evitar finar-se o seu «melhor cinema», que afinal já não funciona) ou por «ímpeto concorrencial» com o Porto (se eles conseguem, «nós» também!) - mas por razões mais simples e de eficácia: porque Lisboa precisa deste cinema. Precisa como marco de recomeço da recuperação ambiental e urbanística da Avenida de Liberdade - veja-se o plano de Fernandes Sá, de 1991 (que para nada serviu, porque foi desprezado ou abandonado pela Câmara), veja-se a inércia a que está entregue a belíssima sala do Tivoli, uma vizinha do são Jorge, agora «embebida» em centro comercial, e veja-se ainda a incapacidade do nosso município de agilizar ou dinamizar a renovação e o ressuscitar do Parque Mayer!
(...) |
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Expresso |
12
de Janeiro de 2001 |
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Textos de Francisco Ferreira, Jorge Leitão Ramos e Manuel Cintra Ferreira |
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Cinemas de outras eras |
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Vai o tempo em que no eixo Saldanha-Restauradores passava meia Lisboa. Porque havia salas de cinema, de teatro, de ópera, espaços para circo e para boxe, cafés e restaurantes, casas de chá e de prostitutas. Mas já quase tudo se perdeu nestes tempos de mudança que têm vindo a descapitalizar o lado humano da cidade. Como no Porto, em menor escala, acontece. O fim do São Jorge, em Lisboa, e do Batalha, no Porto, resulta do novo ciclo da vida urbana nas grandes metrópoles. |
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(...)
A Câmara do Porto pretende transferir para o Batalha a próxima edição do Fantasporto, mas são muitas as dificuldades devido à proximidade da abertura do Festival. Cruzam-se várias propostas de reanimação da sala, mas seriam necessários investimentos vultuosos para dar vida nova a um espaço cuja média de espectadores estava, em Junho, nos 9,5 por sessão.
Aos domingos, pela manhã, até ao início dos anos 80, a zona da Batalha vivia de dois templos. Um, religioso, a Igreja de Stº Ildefonso, conserva o olhar majestoso sobre a baixa da cidade. Outro, profano, o cinema Batalha, agora de portas fechadas, respira a esperança do último fôlego capaz de lhe dar vida nova. Formavam-se curiosas romarias de gente dividida entre o desejo de espreitar os mistérios da sala escura ou cumprir a obrigação de dar resposta aos apelos da fé. Em qualquer dos casos, as salas enchiam-se de fiéis devotos. Numa, surgiam curvados perante a magnitude de Deus. Na outra, deixavam-se vergar perante o fascínio das imagens ofertadas por apóstolos com nomes tão variados como Fellini, Visconti, Resnais, Antonioni, Wells, Pasolini, Oshima, Saura, Buñuel, Lyndon ou Losey.
O fecho do cinema Batalha, em Junho do ano passado, constituiu um choque para os meios cinéfilos da cidade, só explicável pelo facto de já há muito tempo nenhum dos nostálgicos das grandiosas sessões do Cineclube do Porto ali efectuadas ao longo de anos, frequentar a sala concebida pelo arquitecto Artur Andrade nos anos 40. Se o fizessem, teriam percebido ser esta uma morte há muito anunciada. Com uma média de 44,75 espectadores por sessão durante o ano de 1998, o Batalha desceu de forma abrupta para os 9,5 no ano passado. A Sala Bebé, na cave do edifício, em tempos não muito recuados um espaço de culto devido a uma programação centrada em filmes exteriores aos circuitos convencionais, desceu de uma média de 9,25 espectadores em 1999 para 7,5 em 2000.
A administração da Neves Real foi incapaz de aguentar este declive. No dia 1 de Janeiro cessaram a actividade as duas salas do Trindade e, a partir daí, o coração da baixa passou a ter apenas o Passos Manuel. Neste momento, os proprietários da Neves Real estudam várias propostas, mas persiste a incógnita sobre o futuro do edifício.
Para perceber as dúvidas suscitadas pela meia dúzia de projectos já apresentados com vista à exploração do edifício, é indispensável entender as causas da derrocada. O Batalha nasceu para viver rodeado de uma aura muito especial. Desde logo devido ao belíssimo projecto arquitectónico de Artur Andrade. Depois, por um incidente que o ligaria para sempre à história das arbitrariedades do fascismo em Portugal. A inauguração ocorreu em 1947 e Júlio Pomar foi convidado a conceber um grande mural para instalar no átrio de entrada. Não durou muito tempo. Poucos meses após a abertura da sala ao público, a polícia política mandou destruí-lo. Do ponto de vista cinematográfico, o Batalha marcou várias gerações e vários tipos de público. Alguns recordar-se-ão da época das superproduções, que ali tinham um espaço de exibição por excelência. Emocionaram-se com «A Queda do Império Romano», vestiram a pele de «Ben-Hur» ou «Spartacus», sentiram-se cúmplices de «Cleópatra» ou choraram com a ira contida nos «Dez Mandamentos». Depois veio uma nova vaga. A do tempo do Cineclube do Porto, que ali apresentava as suas sessões aos domingos de manhã e segunda-feira à tarde. Salas cheias e discussões intermináveis no final da visão apaixonada de filmes como «Hiroshima, Meu Amor», «Ladrões de Bicicletas», «O Leopardo», «O Evangelho Segundo S. Mateus», «Outubro», «O Couraçado Potemkin» ou «As Férias do Sr. Hulot», numa lista virtualmente infinita.
A abertura das salas multiplex nos centros comerciais veio alterar de modo radical as formas de ver cinema em Portugal. Para lá da oferta de lugares de estacionamento, as salas surgiam com boas cadeiras e, sobretudo, com excelentes condições de projecção: som «dolby surround», lentes de grande luminosidade, ecrãs aptos a proporcionar uma projecção inesquecível. Foi aqui que os cinemas tradicionais falharam. Ou por incapacidade de investimento, ou por falta de visão estratégica, começaram a definhar e, hoje, só com orçamentos vultuosos conseguiriam recuperar o espaço perdido. Por isso, há mortes, que mesmo sendo melancólicas, não passam disso mesmo: mortes, com o que há de definitivo no acto de morrer. |
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LUSA |
29
de Novembro de 2000 |
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O Presidente da Câmara Municipal do Porto quebrou finalmente o silêncio acerca do encerramento, no Verão deste ano, do cinema Batalha. Um silêncio "deliberado", segundo Nuno Cardoso, com o objectivo de fomentar a discussão pública sobre o futuro de um dos espaços emblemáticos da cultura cinematográfica portuense.
Nas suas primeiras considerações sobre o assunto, efectuadas dia 29, quarta-feira, durante a inauguração do trabalho do escultor Richard Serra no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Nuno Cardoso declara que "o futuro do Batalha como sala de cinema não está em causa", defendendo a ideia de que "a cidade deve levantar-se" em defesa do edifício concebido pelo arquitecto Artur Andrade e inaugurado em 3 de Julho de 1947.
Vincando ainda mais o seu ponto de vista, o presidente da edilidade portuense diz que "o Batalha há-de ser sempre cinema", até porque a câmara "não permitirá a mudança do uso daquele espaço. Trata-se de um imóvel de interesse municipal". No que diz respeito a soluções para a situação actual, Nuno Cardoso afirma estar à espera que "a empresa proprietária do espaço se aproxime da câmara". Restando ainda uma outra hipótese, lançada em tom irónico: "Se quiserem, entreguem-no ao domínio público...".
À semelhança do que tem sucedido com praticamente todas as salas de cinema da baixa portuense, o declínio do Batalha acentuou-se a partir da década de 90 com o aparecimento dos "multiplex" nos centros comerciais nos arredores do Porto, capazes de proporcionar níveis de conforto e de qualidade de projecção a que as salas tradicionais não quiseram, ou não puderam, oferecer alternativa.
Para pôr cobro a esta morte lenta e mais do que anunciada do Batalha ainda se falou na sua transformação em Casa da Música, o que não veio a concretizar-se. Para tal, também devem ter contribuído as características da estrutura do edifício, que não permite a sua adaptação a eventos extra-cinematográficos. |
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Jornal
Público |
16
de Janeiro de 2001 |
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Autarquia chegou a acordo com proprietários |
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Cinema Batalha vai reabrir as portas |
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O
Cinema Batalha, no Porto, vai reabrir. A autarquia chegou a acordo com os proprietários da emblemática sala da Baixa portuense e tem agora um ano para provar que o cinema é viável, avançou a TSF.
A Câmara Municipal do Porto conseguiu encontrar uma forma de viabilizar o Batalha, obtendo dos proprietários, a empresa Neves & Pascaud, uma cedência de exploração da sala, que vai sofrer obras num futuro muito próximo, de modo a ser ainda integrada na programação da Capital Europeia da Cultura e do festival de cinema Fantasporto.
O cinema fechou para férias no último Verão, mas não chegou a abrir as portas em Setembro, por falta de viabilização.
A 20 de Novembro do ano passado, Margarida Neves, administradora da empresa Neves & Pascaud, explicou ao PÚBLICO as razões do encerramento da histórica sala, cujo edifício está classificado: "É frequente haver sessões que chegam a ser canceladas por falta de espectadores" e uma média de dois ou três espectadores por sessão não dá "nem para pagar a luz". O cinema apresentava já vários milhares de contos de prejuízo acumulado. A última sessão esgotada que o Batalha teve foi com o filme "Titanic", há mais de dois anos. |
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Jornal
Público |
17
de Janeiro de 2001 |
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Reabertura marcada para dentro de um mês |
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Cinema Batalha vai receber Fantasporto |
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O Cinema Batalha, no Porto, tem reabertura marcada para o próximo mês com o objectivo de acolher o Festival Internacional de Cinema do Porto - Fantasporto, que se realiza de 17 de Fevereiro a 6 de Março. O anúncio foi feito hoje pelo presidente da câmara, Nuno Cardoso, depois de ontem a autarquia ter chegado a acordo com os proprietários da emblemática sala da Baixa portuense.
O autarca visitou hoje o espaço, fechado desde o último Verão, e no fim informou que serão feitas obras de recuperação e reabilitação do edifício, para que a sala de cinema ofereça melhores condições técnicas e conforto. Até que a recuperação seja terminada, o Batalha irá receber, temporariamente, o equipamento de projecção e som do Auditório Nacional Carlos Alberto.
As obras, orçadas em 40 mil contos, irão arrancar de imediato, garantiu o autarca, citado pela Lusa, referindo que pretende recorrer ao mecenato, havendo já "uma grande empresa de tintas" disponível para participar na recuperação do Batalha. Os trabalhos, que irão envolver diariamente mais de 20 operários, estarão a cargo da empresa municipal de Manutenção de Equipamentos e Infra-estruturas.
O município chegou ontem a acordo com a empresa Neves & Pascaud (proprietária do edifício) tendo alugado o local, pelo período de um ano, mediante o pagamento de uma renda mensal de mil contos. O Batalha correu o risco de desaparecer definitivamente enquanto espaço de cinema, devido aos prejuízos acumulados. Um cenário que a autarquia diz agora querer inverter, tentando "revitalizar e rentabilizar" o espaço. |
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LUSA |
17
de Janeiro de 2001 |
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Cinema
Batalha por mais um ano |
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O cinema Batalha, no Porto, um dos mais característicos da cidade, vai continuar aberto por mais um ano nos termos de um acordo entre a Câmara Municipal e os respectivos proprietários.
O cinema esteve em riscos de fechar na sequência de dificuldades financeiras.
O acordo prevê que a autarquia fique com a exploração da histórica sala, executando de imediato um conjunto de obras destinadas a melhorar as condições de conforto bem como as condições técnicas de projecção.
"O objectivo é revitalizar a sala e torná-la atractiva para as empresas do ramo de forma a que dentro de um ano, quando terminar o período experimental, haja vários interessados na sua exploração", disse uma fonte da Câmara citada pela Agência Lusa. |
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LUSA |
19
de Janeiro de 2001 |
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Casa
da Animação pode instalar-se no Cinema Batalha |
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O Cinema Batalha, no Porto, pode ser o destino da Casa da Animação. Esta é uma hipótese em aberto que, a concretizar-se, pode significar a instalação a título provisório ou definitivo do projecto da responsabilidade de Abi Feijó. O local indicado para a instalação da Casa da Animação era, até aqui, o edifício Les Palaces. No entanto, a situação resultou em impasse e as dúvidas sobre o assunto continuam na ordem do dia.
Abi Feijó, responsável da produtora Filmógrafo e da associação cultural Casa da Animação, disse à Agência Lusa que já remeteu ao presidente da Câmara do Porto, Nuno Cardoso, uma proposta no sentido de a programação da associação integrada no Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura ficar concentrada no Cinema Batalha e não dispersa pelos locais previstos, o Teatro Rivoli e a Casa das Artes.
A hipótese de a Casa da Animação ser instalada definitivamente no Batalha é encarada por Abi Feijó como "um sonho", dada a tradição da sala e a sua localização, na zona mais cultural da "baixa" da cidade. "Seria interessante, como um sonho. Não digo que não, mas, em termos realistas, não sei se será possível, a não ser que haja vontade política para desbloquear obstáculos burocráticos", observou o mentor do projecto. Este salientou a necessidade de um estudo técnico aprofundado, que demonstre até que ponto será possível adaptar o espaço às funções pretendidas.
Fonte próxima de Nuno Cardoso confirmou o interesse manifestado pela Casa da Animação na utilização temporária do Batalha e referiu que a autarquia irá estudar a hipótese da sua instalação definitiva neste espaço. Uma das hipóteses seria, eventualmente, a utilização da Sala Bebé, anexa ao Batalha, como estúdio de sonorização, mistura e formação, estrutura contemplada no projecto da Casa da Animação.
Nuno Cardoso anunciou quarta-feira, dia 17, durante uma visita à sala, os projectos que tem para o Cinema Batalha. Isto depois de acertar, na véspera, com a empresa proprietária do espaço, a Neves & Pascaud, os termos de um acordo que atribuiu à autarquia a sua gestão pelo período de um ano. Cardoso revelou também o arranque imediato de obras na sala, construída na década de 40 e encerrada desde o Verão de 2000, por falta de espectadores.
A Câmara do Porto está interessada em revitalizar o Batalha com o apoio de várias entidades do sector. A autarquia encontra-se a negociar com a Cinema Novo, organizadora do Fantasporto, a hipótese de relançar a sala com sessões paralelas ao Festival Internacional de Cinema do Porto, que começa em 17 de Fevereiro.
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LUSA |
12
de Fevereiro de 2001 |
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Batalha
pode reabrir em Março |
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O Cinema Batalha, no Porto, deverá reabrir em Março, depois de concluídas as obras de recuperação da sala. Estas passam pela remodelação de toda a instalação eléctrica, entre outras medidas, refere a Agência Lusa. Segundo fonte da autarquia portuense, a sala histórica está mais degradada do que se pensava e dificilmente será possível reabri-la até ao fim do mês.
As obras de requalificação urbana a decorrer na Praça da Batalha, da responsabilidade da Sociedade Porto 2001, são outro entrave apontado pela Câmara do Porto à aceleração da reabertura do Batalha. "A requalificação da Praça da Batalha não permite avançar com a pintura do edifício, uma vez que é praticamente impossível colocar os andaimes", refere a mesma fonte.
A autarquia está a fazer uma avaliação das obras necessárias e a quantificação dos montantes, sendo certo que o investimento será suportado por mecenas. O Cinema Batalha encerrou no Verão do ano passado devido a prejuízos acumulados.
Em Janeiro, o presidente da Câmara do Porto, Nuno Cardoso, afirmou que o cinema abriria as portas ainda em Fevereiro, para receber o Fantasporto. Foi também em Janeiro que o município obteve a cedência da exploração do Cinema Batalha, propriedade da empresa Neves & Pascaud, pelo período de um ano, mediante uma renda mensal de 1.000 contos. |
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